Roteiro com 12 Igrejas e Espaços Religiosos Repletos de Arte e Cultura

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O “Guia” apresenta, abaixo, um roteiro para conhecer os principais templos cristãos da cidade e destaca detalhes que merecem atenção, como quadros, esculturas e afrescos produzidos por importantes artistas nacionais e estrangeiros.  capa gui 1

Entrada da catedral Metropolitana Ortodoxa

 Os passeios também ajudam a entender a história paulistana, que foi fundada em frente a uma capela e cresceu ao redor das igrejas, hoje apertadas entre os prédios, mas que ainda servem como portas para o mundo da arte e da cultura.

Catedral Metropolitana Ortodoxa
A imponente arquitetura da catedral, construída na década de 1940, chama atenção: além de ser um exemplo de construção bizantina, o templo foi erguido como uma réplica da Basílica de Santa Sofia, um dos símbolos de Istambul, na Turquia. O interior possui pinturas de artistas de diversas partes do mundo, mas o grande destaque é o iconostácio (peça que divide o altar), feito de mármore e que possui 65 ícones.

Catedral da Sé
O templo, cuja construção levou mais de 40 anos, foi aberto em 1954. Tem estilo gótico, que valoriza a iluminação e a grandiosidade, entre outros elementos. Suas torres esverdeadas atingem 92 metros de altura. Na parte interna, as paredes e pilastras direcionam o olhar para o alto, onde estão 30 conjuntos de vitrais. A catedral abriga ainda estátuas de bronze e uma bonita capela dedicada ao Santíssimo Sacramento. A cripta, no subsolo, guarda os restos mortais de figuras históricas como o Índio Tibiriçá e o regente Feijó. O espaço pode ser acessado por meio de visitas monitoradas.

Capela de São Miguel Arcanjo
A construção também é conhecida como Capela dos Índios, pois foi construída pela tribo dos guaianases, em 1622, sob orientação do bandeirante Fernão Munhoz. No século 18, foi parcialmente reformada pelos franciscanos e, na década de 1930, passou por uma restauração. Nessa reforma, foram encontradas pinturas do período colonial e obras de arte barroca. O espaço é para fins religiosos apenas aos sábados, com uma missa às 19h.

Igreja da Ordem Terceira do Carmo
Próxima da praça da Sé, abriga obras expressivas da arte colonial paulista. O altar rococó de madeira é do século 18 e há imagens como a de Nossa Senhora das Dores, trajada com vestes de seda bordadas de ouro. Os destaques, no entanto, são as pinturas restauradas na década passada, como “Nossa Senhora com o Menino e Santa Teresa” (1785), de José Patrício da Silva Manso, e o forro da nave, feito pelo padre Jesuíno do Monte Carmelo (1798), discípulo de Silva Manso. Sobre o altar está o túmulo de Pedro Dias, pai de Fernão Dias, importante bandeirante paulista. Uma cadeira usada pelo imperador d. Pedro 2º em uma visita foi preservada e segue na igreja.

Igreja de Santo Antonio
Com estrutura de pau a pique na construção original, é uma das mais antigas igrejas de São Paulo, com registros datados do século 16. Em 1970, foi tombada como patrimônio cultural pelo Condephaat. Na restauração, em 2005, foram encontradas intervenções de diferentes épocas. Optou-se por recuperar as feições barrocas, como os matizes vermelho, amarelo e dourado utilizados no altar-mor, e a representação de anjos pintados no teto, do século 17. Duas esculturas que contam a história do lugar são a do primeiro bispo de São Paulo, Dom Bernardes Rodrigues Nogueira, realizador da primeira grande reforma da igreja, em 1717, e a de Nossa Senhora do Rosário, de onde origina o primeiro nome da capela, Confraria Nossa Senhora do Rosário dos Homens Brancos.

Museu de Arte Sacra
O passeio vale por três: no museu, que ocupa parte do antigo Mosteiro da Luz, estão imagens de santos produzidas entre os séculos 16 e 20 no Brasil e na Europa, além de quadros, pratarias e mobiliários usados nas missas ao longo dos séculos. Em um espaço anexo, há uma exposição com presépios de vários países do mundo. Entre os dois locais, há uma capela erguida no século 18, onde estão os restos mortais de Frei Galvão (1739-1822), o primeiro santo brasileiro. Do lado de fora, há réplicas em tamanho real das estátuas dos profetas criados por Aleijadinho. Na parte interna, uma exposição temporária reúne inúmeras imagens de São Francisco de Assis. E, na capela, vale apreciar a riqueza de detalhes do altar-mor, cuja estrutura forma uma espécie de escadaria com contornos de ouro.

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 Mosteiro de São Bento 

Igreja de São Francisco de Assis
Construída em taipa de pilão (barro, pedriscos e óleo animal), a igreja foi fundada em 1647 por sete religiosos franciscanos, recém-chegados em São Paulo. O primeiro nome do espaço, que formava todo o complexo onde hoje está a Faculdade de Direito da USP, foi Convento de São Francisco e de São Domingos. No final dos anos 1800, a igreja sofreu um incêndio no qual foram salvas apenas as paredes e a imagem de São Francisco, o que levou a uma reforma que mudou sua fachada, passando do estilo jesuítico para o estilo barroco. Dois ilustres moradores do convento foram Frei Galvão, na primeira fase, e o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, que transformou o convento em santuário na década de 1990. Visite a estrutura atual do convento, construída em 1941, na parte dos fundos da igreja, utilizada até hoje. Outra curiosidade: no subsolo, funciona a padaria do convento que, diariamente assa pães variados e os vende na porta da igreja.

Mosteiro de São Bento
O prédio atual foi concluído em 1922, mas o local possuía uma capela já em 1598. O imponente edifício com linhas retas, pé-direito elevado e estilo germânico tem as paredes e o teto decorados com ilustrações cristãs. Nas laterais, vitrais representam os evangelistas e outros personagens bíblicos. A padaria do mosteiro vende pães, bolos, doces e geleias feitos pelos monges. O pão de São Bento, feito com mandioquinha, sai por R$ 15, assim como a geleia feita com ameixas, amoras e damascos

Paróquia Nossa Senhora do Brasil
O complexo artístico da igreja tem como destaque as obras do pintor e ceramista Antonio Paim Vieira. O teto traz reproduções de pinturas da Capela Sistina, do Vaticano. Nos corredores, a via-sacra está representada em pinturas em azul e branco sobre azulejos, remetendo às igrejas portuguesas e no teto do altar-mor a pintura destaca referências brasileiras, como índios, onças e pássaros. Visite também a Capela da Ordem de Malta. De origem medieval, a Ordem dos Cavaleiros de Malta foi fundada no século 12 e mantinha hospitais para cristãos que defendiam os lugares sagrados contra a incursão de muçulmanos. Sem finalidades militares, hoje a ordem desenvolve atividades socioeducativas em mais de 50 países.

Paróquia Nossa Senhora da Consolação
Embora bem desgastada nas paredes, a paróquia, conhecida apenas como Igreja da Consolação, vale a visita. A torre de sua fachada é revestida com arquivoltas e atinge 75 metros. A chegada da igreja, no final do século 18, ajudou a aumentar a ocupação da área. Os arredores do Caminho de Pinheiros, atual rua da Consolação, era repleto de pantanais. No interior, repare no altar principal, feito de carvalho e trazido de Paris, e nas muitas imagens nas cúpulas e nas paredes, assinadas por artistas como Edmundo Cagni e Oscar Pereira da Silva. Na capela do Santíssimo, é possível ver seis telas de Benedito Calixto.

Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Com mais de 60 anos, a charmosa paróquia ocupa um terreno em frente à praça Desembargador Manoel Gomes de Oliveira, no Jardim Paulistano. Num ambiente simples, de vitrais ovalados, piso frio e teto de madeira, há cerimônias de casamento, celebração de missas e uma animada festa junina no meio do ano. Os afrescos no alto da construção, tanto na ala esquerda quanto na ala direita, foram pintados pelo artista romeno radicado no Brasil Samson Flexor (1907-1971), um dos pioneiros da arte abstrata no país. Composto de 196 personagens, o mural representa cenas da Paixão de Cristo e uma fila de devotos e levou cerca de seis anos para ser finalizado. O segredo oculto na obra é que o pintor usou moradores da região e amigos pessoais como modelos para os retratos. O próprio Flexor está ali registrado atrás de um cavalete.

Pateo do Collegio
A capela branca geralmente associada ao local onde a cidade de São Paulo foi fundada é uma construção recente, erguida em 1979 para resgatar a memória dos jesuítas. Os padres da Companhia de Jesus foram expulsos ainda durante o período colonial. A igreja atual tem aspecto simples, um órgão e imagens dos santos retratadas em azulejos. Ao lado, fica o museu Anchieta, que apresenta os diversos usos que aquele local teve nos últimos 459 anos. Um oratório anexo à capela guarda relíquias do padre José de Anchieta, inclusive um pedaço do fêmur que seria do jesuíta. Dentro do museu, a cripta preserva paredes de taipa de pilão datadas de 1680. Do lado de fora, vale conferir o monumento “Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo”, criado na década de 1920.

Para saber mais, clique aqui 

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